Atualizado em:Seg, 14 Ago 2017 1pm

História

História

Com o discurso do Dr. Lauro Ferreira Filho, proferido na inauguração da Câmara Municipal, anexa à Prefeitura Municipal, denominada Sala Dr. Álvaro Andrade Margotto primeiro presidente da Câmara Municipal de Andirá, gestão 1947/1951, no dia 18 de maio de 1980. Em seu discurso Dr. Lauro Ferreira Filho, advogado, vereador na legislatura de 1969/1972, Secretário Municipal da Fazenda da Prefeitura Municipal de Andirá na gestão do ex-prefeito Municipal Hermas Eurides Brandão no período de 1977/1982, atualmente assessor jurídico do deputado Hermas Eurides Brandão na presidência da Assembléia Legislativa do Estado do Paraná, homenageou o Poder Legislativo de Andirá desde sua instalação em 04 de dezembro de 1947 até 15 de agosto de 1980. Segue abaixo discurso.

“ É com muita satisfação, emoção e orgulho de, mais uma vez usar desta tribuna que me traz a lembrança de momentos marcantes de minha vida pública, quando exerci a vereança nesta Casa, verdadeiro ABCD da democracia. De tal importância e de fundamental existência são as Câmaras Municipais as quais têm sobrevivido a todas as crises e intempéries institucionais, não só nos últimos tempos, mas desde os seus primórdios, que remontam do Brasil Colônia,do governo Geral de Tomé de Souza em 1548. A Câmara Municipal de Andirá não tem sido omissa em sua história, desde a sua instalação em 1947, quando o Brasil retornava à plenitude democrática, após os duros anos de ditadura do Estado Novo. Foi nesta Casa de Leis e de representação popular que se viveram momentos da mais alta significância para a vida do município instalado em 1943, quando na sua legislatura inicial foram discutidas e votadas as primeiras leis que iriam dar forma administrativa e vida orgânica ao município de Andirá. Os debates democráticos se fizeram ouvir na Câmara Municipal de Andirá através dos lídimos representantes do povo, eleitos em pleito direto e no uso da mais ampla liberdade. Era a nascente democracia resultante da constituição de 1946 a mais democrática que conhecemos nos últimos 34 anos, porque ela é resultante de uma Assembléia Constituinte, que ensaiava seus primeiros passos em busca de novos rumos para o também recém criado município de Andirá. Exercendo uma democracia pluripartidária e representativa, a Câmara Municipal ouviu os pronunciamentos dos vereadores das antigas legendas do PSD, UDN, PTB, P, PSP, PDC, só para citar algumas mais representativas entre as 13 existentes em busca das melhores soluções para os problemas que se apresentavam. De 1947 até a revolução de 1964 os representantes da comunidade, primeiramente de Andirá e Itambaracá, porque na época o município abrangia os 2 municípios, separando-se Itambaracá, posteriormente, se fizeram presentes nas pessoas de Álvara Andrade Margotto, Altair Ramos dos Santos, Aldezírio Marins, Antônio Tempesta, Anísio Seba, Antônio Alfaro, Amélia Alves Teixeira, Aparecido Rufato, Antônio Moraes, Cândido Berthier Fortes, Domingos Ferreira de Resende, Durval Ramos Filho, Domingos Perugini, Erasmo Canhoto, Elias Vaz, Ferdinando Bonfante, Gildo Zafanelli, Guido Veltrini, Humberto Possagnolo, José Pedro Vieira Xavier, João Franco Rodrigues, José Miranda, João Batista Vieira, José Sério, João Hermógenes de Andrade, João Dalosso, José Adriotii, Koken Shimokado, Luiz França Borges Ribeiro, Luiz Bonacin, Moacir Corrêa, Mário Zacarelli, Mauro Cardoso de Oliveira, Mário Nardoni, Orlando Urizzi, Osvaldo Vaula, Olavo Arieta Negrão, Pedro Picelli e Sebastião Ferreira Resende. Todos estes vereadores, indistintamente, inscreveram seu nome na história da Câmara de Vereadores, pela participação ativa em defesa dos anseios maiores do eleitorado andiraense, porque escreveram o Primeiro Capítulo da história do Legislativo Municipal, de 1947 a 1964. Com a revolução de 1964, um novo  capítulo a ser escrito. As liberdades não eram as mesmas; as prerrogativas foram suprimidas; a ação do vereador se tornou restrito, ampliando-se o campo executivo. No entanto, a Câmara de Vereadores de Andirá, através de seus edis representantes dos partidos ARENA e M.D.B. até serem extintos, e hoje, pelos blocos partidários que representam não se deixaram intimidar e usando e usando de sua inteligência, de sua cultura, sua imaginação e capacidade, ocupam os espaços vazios que lhes foram permitidos ocupar e continuam sendo os porta-vozes de um povo livre e inconformado porque os anseios de liberdade de nossa gente não têm limites, bem como seu desejo de progresso infinito. No 2º Capítulo de nossa história, nós vamos encontrar os nomes dos remanescentes do período anterior, Osvaldo Vaula, Erasmo Canhoto, Guido Veltrini, Aparecido Rufato, Anísio Seba, Eurides Brandão, Olavo Arieta Negrão, Durval Ramos Filho, Antônio Moraes , ao lado de uma nova geração, que surgiu e da qual faziam parte: Dartagnam Mussi, Edson Fernandes Soares, João Adirson Ramos, José Domingos Cordeiro, Jamil Amud, José Andriotti, Jaide Bueno Fernandes, Mario Bonacin, Moarcyr Bueno de Godoy, Odorico Domingues, Pedro Bonacin, Ronald Nordau Kairalla, até chegarmos aos atuais vereadores que muito provavelmente estarão escrevendo o 3º Capítulo da história desta Casa: Ângelo Zanoni Neto, Ailson Ramos dos Santos, o eterno Domingos Perugini, Izaltino Bonacin, Maria Aparecida Campos Chedid Simão, Odorico Domingues, Osvaldo Correia de Moraes, Roberto Simoni e o atual presidente da Câmara Municipal Vinício Ferreira de Resende. Por todas essas pessoas, que escreveram e estão escrevendo nossa história, muitos já falecidos e que deixaram imensas saudades, é que quero agradecer como participante do 2º Capítulo desta história. Em nome dos ex-vereadores, muitos aqui presentes nesta solenidade, o nosso muito obrigado.”

Os capítulos se sucedem e a história continua. Nesse espaço de tempo entre 1980 até 2002, vinte e dois anos se passaram e, como disse Dr. Lauro Ferreira Filho, provavelmente alguém estaria relatando o 3º Capítulo da história do Legislativo Municipal. E hoje, isto se confirma.

Depois de mais duas décadas de ditadura militar, a Constituição de 1969 já não era mais aceita pelo povo brasileiro, a nação exigia uma Carta Constitucional democrática. Em 15 de novembro de 1986 foi eleita a Assembléia Nacional Constituinte, que iniciou seus trabalhos em fevereiro de 1987.

O povo brasileiro foi convocado a participar através de seus representantes e as Casas de Leis passaram a ser o palco dos grandes debates para assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais do cidadão, buscando resgatar a igualdade e a justiça social como valores supremos de uma sociedade.

No dia 5 de outubro de 1988 foi promulgada a nova Constituição da República Federal do Brasil – Constituição Cidadã.

Os Estados passam a elaborar suas Constituições e os Municípios suas Leis Orgânicas e, posteriormente o Regimento Interno das Câmaras Municipais, seguindo os parâmetros constitucionais vigentes.

Como remanescente do 2º Capítulo da história da Câmara Municipal de Andirá o vereador Ailson Ramos dos Santos, juntamente com um grupo de edis, continuaram e outros ainda continuarão a escrever o 3º Capítulo da história do Legislativo andiraense.

Nessas duas décadas o povo andiraense elegeu como representantes os vereadores: Antônio Carlos dos Santos, Antônio Papine, Altair César Ramos dos Santos, Auri Estevam, Creuza Perugini Galdino, Darci Corazza, Davis Barbosa, Edvaldo Batista Flausino, Elisvaldo Tenório de Albuquerque, Gilmar Leonardo, Dr. Geraldo Caetano Rodrigues, Guido Veltrini Filho, João Batista Valentim, João Rodrigues de Carvalho, Joaquim Rodrigues dos Santos, José Augusto Picelli, José Luiz de Oliveira Neto, José Osvaldo Veltrini, José Odair Bonacin, Manoel Antônio Chaves Campos, Juraci Bernardino Alves, Márcia Elizabeth Briganti, Milene Maria Possagnolo, Paulo Felisbino, Pedro Bonacin, Reginaldo Del Padre, Rubens Simoni, Samuel Figueira da Silva, Sérgio Alexandre Possagnoli, Vitor Dutra, Tereza Goya Kanegusuku, Wagner Luiz Calixto, Dr. Waldir Bernardelli e Wilson Bonacin.

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